O novo viver nas cidades após a Pandemia 2020

Na postagem anterior do Gotas Paulistas, foi apresentado o estado de destruição causada pela II guerra Mundial onde a perda tanto material quanto humano modificou as relações planetárias e mesmo modificou os assentamentos humanos e as cidades.

Dessa maneira houve tanto o procedimento de reposição da população humana – esta autora é uma babyboumer – população nascida no pós guerra – quanto de reconstrução e definição de uma nova forma de vivência e convivência baseada na construção e reconstrução das cidades no mundo.

Ainda que os sistemas econômicos continuassem a se diferenciar, o papel fundamental das cidades nestes processos de recomposição econômica continuou a se fortalecer tornando-se imprescindível a qualquer proposta econômica fornecida pelas diversas plataformas politicas e econômicas que se estabeleceram.

Dessa maneira torna-se fácil identificar que as cidades, após modificação causada tanto por fatores humanos quanto ambientais são o ponto de partida para o entendimento de como se dará a nossa vida após a Pandemia do Corona Virus em se pensando que, sem modificação na nossa base de localização da população, poderemos não sobreviver no próximo milênio como grupo vivente no planeta.

Faz tempo que o impacto de crescimento urbano tem alterado profundamente o planeta. ainda que medidas tenham sido criadas, por serem opcionais, não conseguiram promover as modificações necessárias à proteção ambiental do planeta assim como não modificaram as aglomerações humanas e o perigo apresentado por elas.

A primeira questão que vem ao debate e, porque esta Pandemia está sendo tão importante para o mundo como um todo, ao ponto de ser já tratado como “novo normal..

A principal questão que nos deparamos é que ao menos 70% da população mundial já habita em cidades e esta tendência só tende a aumentar ao longo do tempo. Esta pressão é resultado de inúmeras políticas organizacionais promovidas por países que reforçam a saída das populações das áreas rurais para áreas urbanas onde imaginam conseguir melhorar o seu nível de vida.

Segundo o Habitat 2 Metade da população mundial vive em áreas urbanas, sendo que um terço destas está em favelas e assentamentos informais. O número de pessoas morando em favelas aumentou de 760 milhões, em 2000, para 863 milhões, em 2012. Estimativas apontam que, até o ano de 2050, mais de 70% da população mundial estará vivendo em cidades. Sem modificação dos sistemas econômicos, muitas outras pandemias virão acossando a população mais carente.

A respeito deste reconhecimento é que devemos repensar o que será o nosso “novo normal” quando, por fim, encontrarem a cura do virus, e, quem sabe, poderemos pensar que se não voltarmos aos velhos tempos da Revolução Francesa com a sua tríade de objetivos Igualdade, Fraternidade e Liberdade, seguramente não chegaremos ao nosso “novo” normal e muito menos com a presença humana no Planeta.

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