As cidades e o novo viver urbano após a pandemia de 2020

cidades-planejadas-no-mundo-favelas-Rio-de-Janeiro

Preambulo:

As aglomerações humanas na face da Terra sempre acompanharam a transformação das suas atividades ao longo do seu aparecimento na face do planeta, desenvolvendo ,tanto para o bem como para o mau, seus conhecimentos, seu crescimento a sua caracterização e mesmo em algumas circunstancias, seu desaparecimento. O Gotas Paulistas tem comentado sobre a historia da presença humana no planeta por meio da sua produção de habitações e outras construções inerentes aos seus aglomerados. O que nos toca conversar no presente momento é refletir sobre o impacto da Pandemia do batizado Corona vírus no nosso atual modo de vida e seu impacto nas cidades. Não é a nossa primeira vez na face do planeta que temos que nos deparar com fatos adjacentes que nos forçam a nos readaptarmos diante das circunstancias.

Nesse sentido o nosso universo temporal tem se caracterizado pela materialização das nossas cidades e suas mudanças nos nossos relacionamentos tanto econômicos quanto sociais após os períodos de sedimentação das transformações dos aglomerados humanos desta vez ja denominados de cidades .

A primeira grande transformação

O nosso atual período no estágio de convivência planetária pode ser definido pelas modificações materializadas na visão da Carta de Atenas apos o término da Segunda Grande Guerra Mundial que modificou as regelações que perduravam no planeta à séculos, especialmente causada pela Revolução Industrial de características tanto sociais quanto urbanísticas nos núcleos humanos preexistentes.

A Transformação da Segunda Grande Guerra Mundial

A Segunda Grande Guerra não foi tão importante pelo seu aspecto de destruição física das aglomerações urbanas mas, também pela mudança nas organizações sociais das populações que sobreviveram , não à toa denominadas de genocídios.

A Reconstrução mundial das cidades A Carta de Atenas . C I A M
Congresso internacional de Arquitetura Moderna em 1933

O mundo que volta a funcionar globalmente após a Segunda guera Mundial precisava de uma nova formalização e de novos instrumentos que pudessem trazer uma nova forma de viver.

O periodo compreendido entre as duas guerras mundiais foi particularmente significativo para a arquitetura e o urbanismo, ainda que não se possa falar em uniformidade ou regularidade de suas manifestações.
Na Europa, o Movimento Moderno propunha alterações estéticas na arquitetura fruto das necessidades resultantes da destruição de imensas áreas urbanas. Efetivamente, o déficit habitacional acumulado e os trabalhos de reconstrução apresentaram no primeiro pós-guerra uma escala só possível de ser enfrentada pelo Estado, que passou então a ser o grande cliente dos arquitetos do período.

No entanto no Brasil que não foi objeto de destruição tal qual o acontecido na Europa, o movimento de renovação se baseava em uma nova Arquitetura baseada nas modificações estéticas e nos conjuntos habitacionais para as classes menos favorecidas chegadas às cidades após as modificações advindas das atividades econômicas do pós guerra.


Estes foram requisitados para projetos de conjuntos habitacionais, de
bairros, de legislação urbanística e de cidades que lhes permitiram, fazendo uso das pesquisas e Inovações tecnológicas acumuladas desde o
ultimo quartel do século XIX, revolucionar, tanto funcional quanto
plásticamente, as soluções correntes para a organização do espaço edificado.

O periodo compreendido entre as duas guerras mundiais foi particularmente significativo para a arquitetura e o urbanismo, ainda que não se
possa falar em uniformidade ou regularidade de suas manifestações.
Na Europa, consolidava-se o Movimento Moderno valendo-se das possibilidades trazidas pela arquitetura subvencionada. Efetivamente, o
déficit habitacional acumulado e os trabalhos de reconstrução apresentaram no primeiro pós-guerra uma escala só possível de ser efrentada pelo Estada, que passou então a ser o grande cliente dos arquitetos.
Estes foram requisitados para projetos de conjuntos habitacionais, de
bairros, de legislação urbanística e de cidades que lhes permitiram, fazendo uso das pesquisas e Inovações tecnológicas acumuladas desde o
ultimo quartel do século XIX, revolucionar, tanto funcional quanto
plásticamente, as soluções correntes para a organização do espaço edificado.
A revolução socialista na União Soviética e a Intensa atividade de criação de cidades novas ou de renovação de centros antigos, com os programas de habitação de massa que a acompanharam, abriram perspectivas para a exploração de soluções novas em escala absolutamente
Inédita.
Nos Estados Unidos verificou-se uma intensa produção na área de so-
ciologia urbana, em especial com a chamada Escola de Chicago. Não
obstante os projetos de arquitetos acadêmicos ainda fossem significativos, tem-se o trabalho inovador de Frank Lloyd Wright, o desenvolvimento do conceito e dos projetos de “unidades de vizinhança” de
Clarence A. Perry, e ainda a contribuição moderna dos arquitetos europeus aí refugiados. Também o planejamento regional foi impulsionado neste período, ocorrendo em 1933 a aprovação do Tenessee Valley
Authority, projeto de organização territorial envolvendo sete estados
americanos e que viria a se prolongar por anos.


O movimento moderno não inovou exclusivamente a arquitetura; também a música, a literatura e as artes plásticas foram repensadas na
busca de adequação ás solicitações de uma época na qual escalas Inusitadas de população, de áreas edificada» e de produtos traziam permanente desafio às possibilidades e potencialidades da tecnologia até então desenvolvida, Inclusive aquela da dominação.
O fato de terem surgido oportunidades novas para a pesquisa e a inovação arquitetônicas não significou, contudo, que o academicismo tivesse abdicado da hegemonia que possuía, quer nos Estados Unidos e
na Europa capitalista, quer na Europa socialista sob Stálin.
Constituíram sintomas evidentes e imediatos deste fato, ainda que não
os únicos, os eventos que culminaram com ‘a criação, em 1928, dos
CIAM — Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna* e com a
elaboração da “Carta de Atenas”, originalmente prevista para ser uma
“Carta de Moscou”.
Em 1927 foi aberto um concurso internacional de arquitetura para sele- ‘
donar o projeto para o Palácio da Sociedade das Nações, a ser edificado em Genebra. A Sociedade das Nações fora criada em 1919 com a
finalidade de garantir a justiça a nível das relações internacionais.
Arquitetos do mundo todo apresentaram seus trabalhos, em sua maioria tradicionais, havendo todavia entre os cento e setenta e sete projetos
concorrentes diversos modernos, como os de Charles-Edouard Jeanneret
(Le Corbusier) e Piore Jeanneret, Hannes Meyer e Hans Wittwer e H.
T. Vijdeveld, entre outros.
O júri, composto de quatro arquitetos de linha acadêmica — J. Burnet
da Inglaterra, Carlos Gato da Espanha, Charles Lemaresquier da
França, Attilio Muggia da Itália — e quatro arquitetos mais abertos ao
Movimento Moderno — Hendrik P. Berlage da Holanda, Karl Moser
da Suíça, H. Hoffmann da Áustria e Ivar Tengbam da Suécia —, era
presidido por Victor Horta, da Bélgica, arquiteto cheio de qualidades
mas pouco preparado para entender as propostas inovadoras que se
apresentaram.

O periodo compreendido entre as duas guerras mundiais foi particularmente significativo para a arquitetura e o urbanismo, ainda que não se possa falar em uniformidade ou regularidade de suas manifestações.
Na Europa, consolidava-se o Movimento Moderno valendo-se das possibilidades trazidas pela arquitetura subvencionada. Efetivamente, o
déficit habitacional acumulado e os trabalhos de reconstrução apresentaram no primeiro pós-guerra uma escala só possível de ser enfrentada pelo Estada, que passou então a ser o grande cliente dos arquitetos.
Estes foram requisitados para projetos de conjuntos habitacionais, de
bairros, de legislação urbanística e de cidades que lhes permitiram, fazendo uso das pesquisas e Inovações tecnológicas acumuladas desde o
ultimo quartel do século XIX, revolucionar, tanto funcional quanto
plásticamente, as soluções correntes para a organização do espaço edificado.

No entanto, toda a transformação promovida pela Arquitetura, em que se pese a vontade de transformar os seres humanos por meio da Arquitetura, realmente pouco se modificou a estrutura social da humanidade. Dizia um ditado dos antigos, que aprendemos mais pela dor do que pelo amor.. e isso está se mostrando o caminho das mudanças que precisam ser feitas tanto nos humanos quanto nos seus construtos urbanos…

Creio que a lembrança da Revolução Francesa seja a mais adequada para sinalizar os tempos que se apresentam – Liberdade, Fraternidade e Igualdade.

Ainda temos muito que aprender.












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